TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO

Não é o tempo que me aflige, não fujo dele. Não! Eu me derramo em seus braços e me deixo levar. Eu me ponho nas mãos dele. Confio no tempo pois sei que ele é sábio. O que me aflige é tudo aquilo que fica pelo caminho. Tudo o que fica pra trás, tudo o que eu perco. No fim, sou mesmo como um planeta sendo dizimado aos poucos por mãos desatentas e egoístas, invadido por olhos não mansos. Um planeta esvaziado, entrando em extinção. O que me aflige é ser assim tão descartável, tão finita. O que me dói é ver algumas coisas indo embora sem que eu quisesse. Não. Eu não fujo do tempo. Sou amiga do tempo, acredite. Embora ele me arranque as coisas às vezes. Eu o respeito. Eu o sinto. Eu apenas desejo que meus pés sempre me levem para o melhor caminho possível. Escolho as minhas estradas pelas cores de suas pedras, não pela extensão. E enquanto sigo pela estrada que escolhi, quero mais é recolher a vida, derramada no chão, parte por parte, pelo caminho... Porque um dia o tempo me arrancará isso também. E eu escolho existir! No caminho, na vida, em ti... na eternidade!

4 MIL RECADINHOS:

Adrian Masella disse...

"Escolho as minhas estradas pelas cores de suas pedras, não pela extensão!"

Realmente, de que vale pegar o menor caminho se este é feio e sem graça???

Sou amigo do tempo também, quem não gosta de mim é ele!!!
Passa rápido, quando tudo o que quero, é que ele não corra!!!
E se arrasta por intermináveis minutos quando a sua pressa me faria feliz!!!

Van disse...

És um poeta, querido!
.....................

gs disse...

olá Van

lisongeia-me que goste tanto da minha escrita.

claro que pode usar os meus textos. um poema começa em quem o escreve, é certo, mas só se torna poesia quando transcende a alma que o gerou.

abraços

Van disse...

GS: E que alma!!!!!!!!!!!!

 
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