ENTÃO... A DANÇA!

"Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

Antes de amar-te, amor, nada era meu:
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.

E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se dependiam,
Perguntas que insistiam na areia.

Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado, decaído,
Tudo era inalianavelmente alheio,

Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono."
(Pablo Neruda)

E foi um cadin aqui, um tiquim aqui.
Neruda está por toda parte! E tudo está dentro de mim!

3 MIL RECADINHOS:

Erika disse...

e como vc escreveu lá no Oscar...
(ela suspira)

neruda enche os olhos.. alma...talicoisa

beijossss queridissima

Osc@r Luiz disse...

Nossa!
É uma epidemia!
Preciso providenciar o controle da transmissão!
Beijos, moça do olhar que hipnotiza!

Leticia disse...

Neruda...daqueles poetas que desnudam nossa alma!
Bjs.

 
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