MEDIANA

Ao som de Fix You - Coldplay


Os dias são todos iguais.... E chovem!

Eu escrevo sem bote salva-vidas.
Eu escrevo medianamente.
Fico à margem.
Vivo na periferia das palavras.
Na senzala das poesias.
Sou tosca e pouca.
Durmo de touca.
Minhas letras são poucas.
Distancio-me das palavras.
Elas não precisam de mim.
Nenhuma poesia precisa de mim.
Mediana que sou
Recolho-me ao silêncio.
Silêncio que não te tem.
Silêncio que não sabe soletrar.
Caligrafia torta e indecisa.
Pura rasura.
Fico na orla da boniteza das letras.
Não! Eu não sei fazer poesia.
Morro um pouco a cada verso.
Destôo. Desafino.
Borro. Rabisco.
A minha poesia não rima.
Simplesmente.

Por Van Luchiari ©

13 MIL RECADINHOS:

Tatá disse...

Realmente sua poesia não rima apenas...sua poesia é recheada de surpresas.
Recolha-te ao silêncio, porém vá aonde te leva o coração.
Mediano, extremo, banal, são apenas conceitos inventados para explicar o que sentimos e, algumas vezes, vemos. São palavras e nada mais do que isso. Mas, quando o sentimento é profundo, os outros podem ver a "medianiadade", e o que se sente está muito longe do que eles podem imaginar.
Não vi nenhum traço mediando nessas suas palavras! Muito pelo contrário.

Beijos, amore
=]

John Coffey disse...

Tua poesia encanta, transporta, levita.
Tua poesia faz viajar!
Tua poesia e linda

E necessária!

Beijos!

Ricardo Rayol disse...

se tem uma coisa que não faz é escrever medianamente

Antonio Ximenes disse...

Van.

Eu gosto da Poesia escrita como quem respira... como quem corre em direção ignorada.

Aquelas palavras de quem vive em liberdade de pensamento e voa conforme a vontade de sonhar... sempre.

Poesia coma palavras livres como as que estão nos teus versos.

Abração forte.

Ana Paula disse...

Querida... Vc, mediana? não, diva, deixe isso para nós, mortais...

Fix you? A-mo! Vc postou pra mim num dia de muita tristeza (mimnha), lembra?

Beijos!

Rui Carlo disse...

Tudo menos medíocre!
Não porque te ame,
mas porque te admiro
ouso comparar-te aos grandes
àqueles cujas unhas são em formas de pontas de lápis, de canetas, de penas,
cujos lóbos cerebrais assemelham-se a duas metades de grandes e bons livros,
cujo coração destila tinta pros papéis e rima de conteúdo,
que transcorre como sangue pelas tuas veias
e transborda numa apoteose
chamada poesia Van
que nada de vão possui
que tudo de necessário expande
que tudo de belo inspira...
assim compões, como quem ri
como quem anda descompromissada
na areia de uma praia sem fim
mas que de tão gostosa
não pesa...
tua poesia não só é necessária
como é infinda fonte
de amor
em formas morangais
rubros e belos.
Viver não é preciso,
ler-te é preciso...
minha comcepção de composição
mudou de ocidente a oriente
depois que te conheci
poesia em forma de mulher

Vieira Calado disse...

Não precisa rimar.

Está bem assim, quando se é capaz de se dizer o que se quer.
Cumprimentos

.raphael. disse...

Van! Quase sempre não sou adpeto às rimas, e vc não as usa muito bem! hehehe
Mergulhe sempre nas palavras, não tenha medo de se afogar. Afague-se!

Beijos!

Paula Calixto disse...

Mas, para quê rima em quem conjuga o verbo: faz?!

Ação é a mais bela das poesias!!!

(;

Beijos, lindeza.

DM disse...

Que lindeza !!! Mas a tua poesia, não tem nada a ver com o conteúdo do texto, ela sempre rima, e esoboça a beleza das palavras ...

Agora de vaca para vaca, ela não tem nada de superficial como induz o texto!!!

Beijos, tava sumida por motivos não propositais, mas sempre que dá apareço !!! Vício poético !!!

Beijos

benechaves disse...

Oi, amiga: aqui lendo os seus versos sempre inquietantes e meditativos. E por que não dizer sensuais?

Um beijo inquieto...

Cristal disse...

"vivo na periferia das palavras". gostei disso.
as vezes por mais que tentemos, ficamos a margem, ficamos soh pelo meio, nao finalizamos qdo eh preciso.
contudo, esse teu verso eh perfeito, nao falta nada.
e encontraste as palavras certas
compreendo tudo
hahahahaha
demais bjos

Juliana Stanzani. disse...

Ainda acredito. Me permito acreditar na boniteza destoante das tentativas frustrantes no bem me quer.
A poesia do palavrão ou da letra borrada aos olhos no erro não apagado.
Lindeza só, enfim.

Sei que da perfeição fica em mim a chatice, flor.

 
©2009 VAN FILOSOFIA! | by Van Luchiari