INTO YOUR HEART... INTO YOUR HEART I´LL BEAT AGAIN

* Textos registrados na Biblioteca Nacional.

Para Ricardo.
De amor o coração morre. De amor o coração se reconstrói e regenera.



Crash Into Me - Dave Mathews Band
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Há que se abrir o coração e encontrar outro dentro!
Como uma progressão infinita de amores imortais. Como uma Matryoshka, uma Babuchka nas mãos frágeis da descoberta. Disposto à entrega. Pronto para dar-se profundamente ao desconhecido. Imune à dor, porque ainda não a conheceu. Um coração capaz de amar como quem nasce. Um coração banhado na verdade.
Há que se amar como se nunca antes tivéssemos sentido o pulsar ou a dor de uma paixão.... Quebrar as cascas que nos protegem e nos afastam do sentir profundo. Arrebentar as correntes que nos limitam o contato. Romper o casulo e as cercas que nos mantém frios e distantes. Há que se encontrar dentro desse coração endurecido, um outro ainda novo, fresco e flexível. Disposto a começar tudo denovo.
Há que se abrir o coração e encontrar outro dentro!
E assim sucessivamente até que se aprenda que não há nada além disso.
Até que o coração aprenda a sua própria imortalidade.

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Abri meu coração mais de mil vezes.... E em todas elas te encontrei.

Tu estás dentro de mim, intrínseco, tóxico e inebriante.
Tu estás dentro de mim.
Dentro de cada pele que eu arranco.
Tu vives em cada pedaço que eu retiro e nos pedaços que me ficam.
Renovo o meu coração a cada instante só pra te encontrar denovo.
Sempre frágil. Sempre nascente. Sempre mistério.
Fui te guardando em cada poro, em cada pelo... a cada inspirar.
Doce e fartamente. Homeopaticamente.
A cada palavra que cuspias, eu lambia-te as poesias.
E assim fui gerando a tua existência
irremediavelmente dentro de todos os meus dias.
Comendo com tua ausência faminta as minhas madrugadas.
Sim. Podes ir e voltar. Podes morrer e nascer.
Sempre estarás aqui em mim, em cada coração que eu descobrir.
E cada vez que eu me rasgar e me abrir verei a ti, cá dentro.
Tão longe e tão perto. Pulsante e constante.
Profundamente vivente em tudo o que eu sou, em tudo o que eu tenho,
em tudo o que eu sangro, em tudo o que eu sinto.
Em mim, tu és o eterno e o imortal.
És o sonho que invade minhas manhãs de umidade e delícia.
És o alguém que não me deixa ir, nem tampouco ficar.
Infinitamente cravado no meu dentro mais dentro.
Em todas as minhas peles
e em cada coração que eu dou de arder, queimar e sentir.


Abri meu coração mais de mil vezes.... E em todas elas te encontrei.



* Textos registrados na Biblioteca Nacional.

6 MIL RECADINHOS:

Ricardo Valente disse...

Consigo escrever, o que não consigo dizer. Então cuspo, um muito obrigado por você existir, mesmo que seja clichê... O que vale é o sentimento... aquele mesmo que trocamos numa toque de alma, despudorada, insansa, sem rotulação. Verdadeira, como seu post. Posso te fazer feliz um momento, um dia, uma noite, uma eternidade. A qualidade trocamos... você e eu. Beijucas... (demais enjoa... entãoãoão... fui!)
Pessoas como vc são feitas para serem amadas... veneradas. Amo-te!

sifro disse...

qué razón tienes...romper las cáscaras, las capas que nos protegen y salir........vivir....!!

y como siempre, excelente música y bellas fotos, Van.

Tú también "estarás sempre aqui em mim" ;)

Nuno de Sousa disse...

Tens um grande coração e o que fazes é por amor e por gostares tanto do que fazes e mto bem.
Parabéns pos mais um belo post amiga,
Bjs em ti,
Nuno

NiNah disse...

Moça tem preminho pra vc só esqueci de vir aqui avisar.
Bjo e bom resto de domingo.

Kiara Guedes disse...

ai que eu amo quem ama conjugar tais verbos!...
Bjs

Fernando Ramos disse...

Olhe, Vanzinha, de tudo o que leio na blogosfera, teus poemas são sempre os mais belos ao falar do amor, de corpos, de ralção de afeto entre dois seres.

Amo a forma na qual descreve e como cada frase tua daria uma extensão de outro texto. Fico olhando e catando tudo pra te citar aqui, coisa que geralmente faço. E sempre são muitas. Já te falei que és musical, mas acho que há algo que nunca disse e faço justiça agora: és poetisa! E muito!

Frase marcante. Ou melhor, frase do caralho: "comendo com tua ausência faminta as minhas madrugadas."

 
©2009 VAN FILOSOFIA! | by Van Luchiari