ONDE?©


Coming Back to Life - Pink Floyd


Onde tu estavas
quando eu estava me quebrando, quando eu estava sangrando, ferida nas farpas do amor que você deixou pelo caminho e espalhadas pelas paredes, pela minha pele, pelo ar ao meu redor?
Onde tu estavas quando eu me parti em mil pedaços? Quando sobre tudo pairou o silêncio, quando o chão escapou-me, quando o tempo definhou nas minhas mãos, enterrando o futuro nas entranhas das tuas ausências? Onde?
Onde tu estavas quando eu mais precisei de ti? Quando eu mais desejei teus olhos, tua voz, teus dedos macios, tua mão estendida?
Onde estavas tu quando eu enfrentei o furacão? Quando eu despenquei no abismo, quando me vi no fundo do poço? Quando eu quis abrir meus olhos para te ver e era tudo escuridão... onde estavas?
Onde foi que o teu amor se escondeu enquanto o meu gritava por ele na cama vazia, no chão gelado onde eu me abri à tua espera, nua e dilatada? Onde?
Apenas dentro de mim, no espaço invisível que vive e se equilibra entre o real e o sonho.
Ali, tu estavas.
E estavas surdo porque não ouviu meu grito, meu chamado. E cego, porque não viu meu amor que ardia lentamente por ti.
Ali tu estavas. Tão preocupado consigo que não me viu te amando. Não sentiu meu amor que jorrava dos meus olhos e inundava tuas pausas.
Não encontrei-te.
E então, deixei-me escurecer para esquecer-te.
Não te procuro mais.

Van Luchiari ©
*Texto registrado na Biblioteca Nacional.
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10 MIL RECADINHOS:

Flavio Ferrari disse...

Mas você anda num baixo astral, hein ... lamento. Bj.

Van disse...

FLAVIO
É realmente curioso isso: você só aparece, coincidentemente, nos meus escritos mais tristes. Parece que escolhe a dedo.
By the way, não lamente. Eu estou muito bem.
Esse post era algo que já estava escrito há um tempo. Mas de qualquer forma, escrever é assim. Dinâmico, mutante.

Que você acerte e "pegue" algum poema menos "baixo-astral" na próxima visita.
Inté.

Beijuca

John Coffey disse...

O mais difícil não é perguntar onde está alguém, mas onde estamos NÓS. Hoje é assim que me sinto procurando a mim mesmo, tentando me encontrar, mas vendo em tuas palavras alento e inspiração para continuar.

Beijos do alto da Torre.

tita coelho disse...

Van,
A D O R O esse tom melancólico em algumas de tuas poesias... Não que os "outros tons"não sejam bons, mas minha preferência é esse.
Quanto ao que o Flávio comentou - Esse é um dos grandes erros quem lê poesia, imaginar que quem a escreve se sente assim, pode ser como não precisa ser... Poeta antes de tudo pode captar a dor alheia e escrever, por outro lado, é elogioso Van... Uma vez que teus escritos são tão intensos e inspiram a verdade que acaba se confundindo! ;)
Beijos menina, adoro teus escritos!

Profº. Eric Frantto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Profº. Eric Frantto disse...

Huhullllll. Que show!

E como vc tá, garota? Bjo!

Paulo disse...

Pode ser que ele estava ainda mais ferido.
Pode ser que ele estava algemado que nem a mão ele pode estender.
Pode ser que o silêncio dele era a sua maneira de se manifestar.
Mas também pode ser ele egoísta, narcisista,cafajeste ao ponto de despresar-te, Van.

Desculpa o contraponto ao poema, mas é assim que gosto de comentar...

Beijo

Van disse...

JOHN
Ah meu querido, essa busca é mesmo a mais difícil de todas. A busca por nós mesmos. Mas que bom que de alguma forma eu posso tornar esse caminho mais fácil pra você. Saudades.
Beijucas estreladas pra ti.

TITA
Amoreca, eu também tenho uma quedinha pelos meus textos mais melancólicos... isso é meio inerente em mim, parece. Adoooro tudo que é melancólico e até meio deprê. kkkkkkk Acho lindo. Vai entender. hehehe
;) Adorocê. Beijucas

Van disse...

ERIC
Melhor agora, te vendo por aqui denovo! ;) Beijucas querido.

PAULO
E foi um belo comentário. Reflexivo, sincero... Assim que eu gosto também, porque é você ali, de verdade.
Beijucas

Jester disse...

I took a heavenly ride through our silence... Bela escolha.

 
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